"QUE CAMINHO SEGUIR?"
Imaginem como seria o nosso mundo se todos deixassem as suas tarefas pela metade, inacabadas.
Quando se trata da própria tarefa, do próprio dever, a maioria concorda em parar na metade, ou até procura dar um “jeitinho” para fugir antes da hora. No entanto, todos ficam irritados com aquilo que os outros deixam de completar.
Citaremos apenas dois casos, que ilustram isso muito bem: O primeiro é o caso de Neiva. Sua mãe pediu que ela lhe ajudasse na limpeza da cozinha após a janta. Mas Neiva fez isso somente pela metade. Assim que a mãe deu uma saída, Neiva aproveitou para pegar o seu cineminha. Na mesa, ainda desarrumada, ficou um bilhete com o recado. Neiva sentiu-se vitoriosa. Mais tarde, no cinema, o filme mal tinha chegado na metade quando a projeção foi suspensa por problemas técnicos. Neiva ficou uma fera!
Coisa semelhante aconteceu com Osvaldo, um operário de uma fábrica de calçados. Naquele dia, todo o seu serviço foi “matado”. Ele sequer trabalhou metade das horas que deveria. Esta era a sua vitória, no seu entender, sobre o patrão que o explorava. No fim da tarde, bastante alegre, ele tomou o ônibus para casa. No meio do caminho, o motorista parou o ônibus e informou aos passageiros que deixaria o ônibus na garagem ali próxima, porque eles haviam decidido entrar em greve. O motorista pediu apoio e compreensão. Mas que nada! Houve um protesto generalizado. Osvaldo foi um dos primeiros a partir para cima do motorista,
Inumeráveis casos poderiam ser relatados. Mas o que pretendemos é demonstrar a importância de concluirmos aquilo que começamos. Isso vale em especial para os jovens que muitas vezes iniciam um curso e desistem na metade do caminho. Por isso é importante pensar bem no caminho a seguir, mesmo antes de começar. Assim não se perde tempo e se entra com firmeza e convicção. Será que o mesmo não vale para a nossa vida de fé?
(transcrito)
Rev. Ricardo J. Bento
Pastor Titular