A quaresma já era observada pelos cristãos há mais de 1200 anos antes de existirem católicos romanos e protestantes.
Surgiu nas comunidades cristãs primitivas devido ao costume de observar-se um período de preparação para a Páscoa, com um período dedicado ao auto-exame, arrependimento, jejum e oração.
Neste período de 40 dias ou “Quaresma”, as pessoas imitavam o exemplo de Jesus, que passou 40 dias no deserto em luta espiritual (Mt.4.1-11; Mc.1.12,13; Lc.4.1-13). O período da Quaresma destinava-se também à preparação intensiva de candidatos para o batismo, ministrado no amanhecer do Domingo da Páscoa.
Sob a pressão por um mundo secularizado que afasta Deus do centro da vida e que descarta como obsoletos seus mandamentos, o cristão de hoje necessita de um período como a quaresma para ajustar o rumo de sua vida à luz das Escrituras. A Quaresma nos convida a acompanharmos Jesus no caminho da cruz, aprendendo com ele a carregar a cruz do seu discipulado, num contexto social que nega sua doutrina e exemplo de sacrifício próprio para o bem dos outros.
É costume recente em igrejas reformadas, no Domingo que antecede o início da Quaresma, celebrar-se a Transfiguração do Senhor. A transfiguração marca o ponto decisivo no ministério de Jesus, depois do qual ele “manifestou no semblante a intrépida resolução de ir para Jerusalém” e sofrer o sacrifício da cruz (Lc.9.51).
A Quaresma começa na Quarta feira de cinzas, assim chamada por causa da tradição bíblica de usar cinzas como símbolo de tristeza, arrependimento e humildade, e termina na véspera da Páscoa. Os domingos nestes 40 dias, são na Quaresma e não da Quaresma. Isto, porque o Domingo, que sempre comemora a ressurreição de Jesus, nunca deve Ter aspecto de tristeza.
Manual do Culto
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil