Conta uma velha estória que alguns homens armados chegaram, em uma aldeia e ofereceram presentes aos índios em troca de ouro e pedras preciosas. Os índios temendo serem atacados por não aceitar a troca, depressa aceitaram os presentes e deram ouro, e pedras preciosas aos visitantes. Ao irem embora os viajantes comentavam o quanto os índios eram inocentes e desconheciam o valor do ouro e das pedras, e como aceitaram em troca objetos sem valor. Ao mesmo tempo, o chefe da tribo e seus conselheiros estavam satisfeitos com o ocorrido, pois conseguiram preservar a vida da tribo em troca de algumas pedrinhas e ainda ganharam presentes.
Esta breve estória retrata o valor de duas sociedades. A História conta que muitas civilizações ficaram destruídas pela ganância do ouro. Para aqueles visitantes o ouro deveria ser adquirido custe o que custar, para os índios a pedra preciosa era a vida.
Gostaria de utilizar esta estória para falarmos das pedras preciosas que estão ao nosso alcance e não conhecemos o seu valor.
Quantos são os pais que não reconhecem o valor de seus filhos; filhos obedientes, que ajudam nos afazeres domésticos, estudam e são compromissados com a igreja e Deus (mesmo aqueles que não fazem isso tem seu valor para Deus, pois ele veio salvar o perdido). Esposas que não reconhecem os maridos que não são ricos, mas trabalham dignamente, voltam para casa ao final do dia ao invés de ficar no bar até tarde enchendo a cara de cachaça. Maridos que não reconhecem suas esposas dedicadas que cuidam do lar, família e ainda trabalha fora. Um amigo que insiste em dizer a verdade e por esta razão sempre nos magoam; não seria esta a verdadeira amizade?
Será que por estarmos tão acostumados a rotina da vida não deixamos de reparar nas pedras preciosas que estão ao nosso lado? Se não amamos (reconhecemos) a quem vemos, como vamos amar (reconhecer) a Deus a quem não vemos?
Há tesouros desconhecidos ao nosso redor, precisamos identificá-los e reconhecê-los.