EIS QUE ELE SE APROXIMA!
Este seria um bom título para expressar o sentimento daqueles que trazem dentro de si os sinais do tempo do Advento. Que seríamos nós sem a espera?
Por vezes ela é o mais importante de tudo. Enche o coração de expectativas, sonhos, alegria antecipada.
Alegria porque nos coloca em condições de contemplar o mistério da revelação de Deus que, em Jesus Cristo, veio participar da história da humanidade e da nossa, para continuar vindo sempre de novo.
No Evangelho de Lucas temos pelo menos dois personagens que viveram intensamente o espírito deste tempo da liturgia. Um deles é a profetiza Ana, viúva bem idosa, que adorava no templo em jejum e oração, dia e noite.
Diz o texto que ela “dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2.38). Duas maneiras de agir que não combinam com uma espiritualidade passiva ou acanhada! Mulher, atuante e comunicativa, não só dava graças, mas falava do menino!
O outro é Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel. Era conduzido pelo Espírito, pelo qual soube que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Foi a espera que alimentou sua velhice! Diante do menino, ele fez mais do que olhar para ele. Tomou-o nos braços para dizer que nada mais lhe faltava: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo... porque os meus olhos já viram a tua salvação” (Lc 2. 20). Um idoso que teve sua vida transformada!
E nós, como acolhemos nos preparamos para este evento?
Eduardo Galasso Faria
Pr. Jubilado do Presb. ABC, Prof. do Seminário