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FESTA DAS PRIMÍCIAS


Em Levítico 23 encontramos a instituição divina das sete festas que Israel deveria obedecer: o Sábado, a Páscoa, as Primícias, o Pentecostes, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos.

A festa de Primícias está intimamente ligada à celebração da Páscoa sendo a sua seqüência e conclusão.

A Páscoa era o primeiro dos sete dias dos ‘Pães Ázimos´. Era realizada de 15 a 22 do mês judaico de Nisan (entre Março e Abril no nosso calendário). Recordava a saída dos israelitas da terra do Egito.

Na noite de 14 para 15 de Nisan, comia-se o cordeiro pascal juntamente com o pão ázimo (isto é, sem fermento).

No dia 16 eram oferecidas as primícias da cevada e, após isto, iniciava-se a colheita.

A festa das Primícias era celebrada para que todos se lembrassem da primeira colheita realizada após a entrada na Terra Prometida de Israel (Lv 23:9-14).

A sua interpretação teológica tem um profundo e belo significado. Faz-nos lembrar que, enquanto o povo não pode colher os primeiros frutos da terra que o Senhor lhe dera, Ele os sustentou diariamente.

Assim, quando nós celebramos hoje esta festa, é preciso fazê-la primeiramente lembrando que descendemos espiritualmente do povo judeu, tendo dele recebido o antigo Testamento e, a semelhança de Israel, devemos nos lembrar sempre que o Senhor é quem nos sustenta diariamente. Se nos faltarem as forças e os recursos para adquirimos o pão de cada dia, Jesus nos ensinou a orar pedindo: “ O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje”, mas se não nos falta nunca o pão e o temos com abundância sobre nossa mesa, não é de nossas mãos que vem, antes das mãos do Senhor que tudo nos dá.

Celebrar as primícias é, assim, devolver, simbolicamente ao Senhor, a primeira colheita de tudo o que nos deu e dará. Não nos esqueçamos, nada é nosso nada obtemos por nós mesmos; tudo vem do Senhor e a Ele pertence.

Enos Gomes da Silva
Pastor Titular

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