A palavra diaconia vem do grego e quer dizer ‘serviço”.
Por falta de conhecimento, da pouca atenção pastoral ao profundo valor deste ministério na vida da igreja, entre outras, quase que entendemos a diaconia como sendo o trabalho desempenhado por alguns homens e mulheres na manutenção da boa ordem no culto. Segundo esta limitada compreensão do que é de fato o trabalho diaconal, bons diáconos e diaconisas seriam então responsáveis pela recepção das pessoas à entrada do templo, informar ao dirigente do culto os nomes dos visitantes, preparar a mesa da ceia e cuidar para que haja silêncio no culto.
Porém, a diaconia transcende em muito estas obrigações. Com base em Tiago 2:14-26 descobrimos que não é possível demonstrarmos verdadeira fé senão através de nossas boas obras (boas ações).
A espiritualidade integral é a que une adoração e louvor com o auxilio aos necessitados.
Na realidade, o crente realmente espiritual é o que adora ao Senhor no templo e serve ao próximo no mundo. Seu serviço é a expressão concreta de seu louvor.
Servir ao próximo é a mais perfeita liturgia. Assim compreendido, o serviço diaconal não é tarefa de uns poucos, mas a marca da igreja que agrada a Deus.
Somos todos diáconos e diaconisas no mundo quando socorremos aos necessitados dentro de nossas possibilidades; quando encaminhamos com amor um dependente químico ao serviço social da cidade; quando criamos uma rede de apoio para divulgar empregos aos desempregados; quando apenas abraçamos e choramos junto com os enlutados.
Ser diácono e diaconisa somos todos, porém, é claro que há o diaconato como instituição na igreja. São aqueles que são eleitos pelo povo para realizar e encaminhar o auxilio aos necessitados. Estes e estas devem ser vocacionados por Deus para tal serviço e para que sejam eleitos, pergunte-se se seus candidatos (as) atendem aos requisitos de sinceros e amorosos servidores. Então vote segundo a orientação do Espírito Santo.