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IGREJA PRóSPERA

IGREJA PRóSPERA

Escrito por Edielson Rocha Batista | 30/07/2017

Há uma história de uma cidade pequena onde morava pouca gente e que foi atacada por um exército e um rei poderoso e que eles poderiam ter sidos salvos, porque ali vivia um homem pobre, mas inteligente. E era tão inteligente que poderia ter salvado a cidade, mas ninguém se lembrou dele.

Assim, muitas vezes temos deixado de dar ouvido às pessoas pobres e humildes que são muito inteligentes e poderiam nos livrar.

Mas aqui neste reino os valores são diferentes: nos jogos eletrônicos quem mata o seu adversário é o vencedor, aqui neste reino quem é o big brother e que engana mais os outros - a lei do jogador de futebol ainda domina o povo que quer levar vantagem em tudo. Dentro e fora de nossas igrejas então como prospera? Aqui neste reino os valores são outros.

Recentemente em um jornal foi publicado as vantagens de se abrir uma igreja, falando das vantagens fiscais, que ministros religiosos têm direito a prisão especial e estão dispensados de prestar o serviço militar.

Nesta reportagem falam que bastam R$ 800,00 para criar uma igreja, que o estado está legalmente impedido de negar-lhes a fé usando do parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: "São livres a criação, as organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento".

Escrevem ainda: "A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei dos pais e sigam uma estrutura jurídica assemelhada às das associações civis, os templos podem tudo."

Após seguir passo a passo "via crucis" burocrática para legalizar uma instituição religiosa, dizem "Agora vós já podeis gozar plenamente do júbilo proporcionado pela imunidade tributaria." Aqui Neste Reino São Estes os Valores?.

No livro de Mateus podemos ler quando Jesus fala com o homem rico - ele não aceitou a mudança, não seguiu a Jesus, logo em seguida Jesus fala também com outro homem rico e cobrador de impostos que, de imediato, deixa tudo e segue a Jesus.

Assim podemos ver que os valor dos nossos dias são idênticos aos do primeiro homem.

Os fariseus deste reino em que vivemos ainda, não querem mudança, não admitem uma transformação, para eles tudo deve ficar como esta por toda vida, o fardo dos seus pecados e viver em desespero.

A religião se baseia nos méritos humanos, nas suas obras meritórias. Ao olhar para muitos de nós, os fariseus deste nosso tempo dizem que não somos dignos de estar nesta casa, não somos dignos de salvação, não fazemos a oração que eles fazem, não jejuemos como eles, não vamos à sinagoga, não oferecemos nem um sacrifício, assim não somos dignos de ocupar os seus lugares.

No texto de Lucas 7.36-50, Jesus nos mostra a diferença que há na graça de Deus revelada em, e através de Jesus Cristo e a religião sem graça.

A Igreja não é apenas uma organização, uma empresa, ela é mais do que isso, é um organismo vivo, o corpo de Cristo "Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeito todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude que cumpre tudo em todos" Ef. 1.21-23. Jesus, não colocaria qualquer ser humano como base de sua Igreja, Ele o próprio Cristo é o fundamento e nós pedras vivas.

A igreja não existe por causa de homens, não estamos aqui por causa de homens, a perseverança, o ensino, a comunhão voluntária e íntima oração, temor e simpatia.

Igreja não tem como missão comemorar datas importantes, não tem como mais importante fazer cultos bonitos, nem nossa missão como membros é estar na igreja, dia a dia tentando escapar dos problemas: nossa missão é a pregação da Palavra de Deus.

Igreja próspera é aquela que se propõe a ganhar almas para Jesus, assim ela cresce em todas as direções, igreja próspera só é quando sua prioridade como missão é ganhar os perdidos onde quer que esteja a misericórdia, a paz e a caridade de Deus Pai, de Jesus Cristo nosso Senhor, superabundem em nós.

A verdadeira prosperidade não consiste em esforçar-se para descobrir as fontes terrestres da felicidade, porque mesmo aqueles que possuem riquezas não alcançam o gozo verdadeiro e duradouro e nunca escapam do sentimento de sua futilidade e da incerteza do futuro.

A verdadeira prosperidade consiste no desprezo do mundo e das vãs concupiscências, num espírito quieto e resignado e num fervoroso temor de Deus e sincero reconhecimento do pecado.

Esta sabedoria deve ser conservada apesar das concupiscências mundanas, apesar das tentações de deslealdade e apesar das opressões e injustiças.

Na presença da insolência, orgulho e violência de insensatos afortunados, a igreja deve conservar a sua paz espiritual por meio do silêncio e modéstia.

Odair Martins
Presbítero na 1ª IPI do Rio de Janeiro

Projeto Toledânia