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31 DE JULHO, A MISSÃO DA IGREJA

31 DE JULHO, A MISSÃO DA IGREJA

Escrito por Edielson Rocha Batista | 30/07/2017

É levar a Boa Nova a todos os homens de qualquer meio, para transformá-los, à partir de dentro e assim tornar nova a própria humanidade.

Outra missão essencial da Igreja: tornar santo ou cristão, levar os homens a assemelhar-se, quanto possível, a Cristo.

Em um jornal, o Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo escreveu: "Cada pessoa descobre a força da sua personalidade quando se encontra com Jesus Cristo e se torna seu discípulo, experimentando atração, fascínio, maravilha pela riqueza de humanidade com que se depara e que deseja para si, como aconteceu com os primeiros discípulos de que fala o Evangelho. De fato, Jesus responde ao desejo de felicidade e de realização que toda pessoa carrega no coração e pode ser encontrado hoje, porque ressuscitou e está entre nós. Quem faz essa descoberta segue Jesus e o tem como ponto de referência nas diversas circunstâncias cotidianas, tomando distância de uma vida "velha", caracterizada pela banalidade e por relacionamentos descartáveis, pois fica mais interessado em cultivar a intensidade, a abertura, a satisfação que encontrou."

Um dos discípulos de Jesus, depois de vê-lo comunicar-se com Deus, lhe pediu: "Mostra-nos o Pai." E a resposta não podia ter sido outra: "Felipe, quem me vê, vê o Pai."

Ao assumirem pela primeira vez o nome de "cristãos", os discípulos de Jesus sabiam que tinham a obrigação de tornar presente a Pessoa de Cristo e seu Programa.

E qual é o programa mais fundamental, que Cristo encarnou e representou?

"O que vos mando é que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei."

Ninguém, no entanto, consegue realizar este programa todos os dias se não tiver a motivação mais profunda, isto é, se não amar a Deus com todo o coração, toda a alma, toda a mente, a toda a sua força.

Mas Deus não é apenas modelo. Ele é também graça e força em nós.

O apóstolo Paulo, quando desce a pormenores, insiste em que aqueles que forem chamados por Deus "se revistam de sentimentos de caridade compaixão, bondade, humildade, mansidão e longanimidade."

Cristo deu à Igreja não só os meios de manter a chama do amor, mas quis que ela própria, a Igreja, fosse constantemente renovada, ou seja, convertida, para transformar-se em instrumento vivo de santidade e de amor.

Pois é na Igreja que Deus se promete e se pronuncia ao mundo como salvação.

A realidade histórica e visível da Igreja, sua totalidade, precisa tornar-se sinal e instrumento de salvação para o mundo de hoje.

Vendo a Igreja e sentindo-se atraídos pelo seu testemunho de justiça e solidariedade, os homens encontrarão o programa de Jesus que pode reorientar sempre de novo o mundo e levá-lo à realização mais plena.

"E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear."

Odair Martins
Presbítero na 1ª IPI do Rio de Janeiro

Projeto Toledânia